quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Rock das Aranhas (carta nº 3)



Bom dia, caros amigos! Caras, na verdade...

É com enorme honra que venho através desta, na qualidade de porta-voz – banquinho e violão – de todos partidos (os bons... ou Boas, é claro!) da região, divulgar a programação do super evento esborniante, de lógo mais a noite, onde festejaremos as 23 primaveras da linda florzinha de Atibaia, Anytta Takaranya, a japonesa paraguaia.

O evento acontecerá em meios às colinas verdejan

tes de onde brotam os saborosos morangos (favor, levar o chantilly...) da cidade da região serrana, na Chácara da Fan. (Não necessariamente nessa ordem). Reúnam suas botas!

Por ocasião do clima de campo, peço, por gentileza, a todos que levem ovos caipiras para coroarmos, da melhor forma temática, a cabeça de nossa estimada amiga com o comemorativo xampu de ovo.

Desde já, lembrando que a entrada se dará de gratuitamente mediante doação de um litro de bebida não perecível. No mais, como topamos pilotar tudo, menos fogão, não deixem de trazer as vasilhas com as bolachas, para aperitivo, muitas bolachas! Adoramos!

Para as ensandecidas-no-baixo-ventre, não esqueçam de levar camisinha. Ou filme de pvc, luva cirúrgica, enfim... algo que lhes sirva e proteja.

Às crianças de plantão, para os momentos de lazer, peço a colaboração em levar jogos de entretenimento lúdico, como baralhos, fichas de poker, raquetes e bolas, das de futebol, futsal, futebol de areia ou qualquer outro jogo de trave. Abram o baú!

Importante que não esqueçam também de levar a parafernalha para dormir: lençóis, travesseiros, baby dolls, pantufas, consolos, chupetas, etc.

Tenho certeza que passaremos dias inesquecíveis e muito emocionantes, mas nada de choro, heim? Sei que lágrimas são a especialidade de vocês, por qualquer motivo saem fabricando água fácil, fácil. Mas o final de semana é de festa!

Aguardo a confirmação,

Um beijo para todas e um jato de amor

Dan

terça-feira, 19 de agosto de 2008

The last saved soul


Mais uma que lembra os bons tempos de divas do soul/jazz music como Erykah Badu ou Lauryn Hill. Mais um grande gogó e boa parêa à rehabilitadíssima Amy Whinehouse. Mais uma grande cantora de sotaque estrangeiro – dessa vez, Nigéria - direto do mercado europeu pra fazer contraponto à cultura hip hop americana. Mais uma rumo ao topo das paradas. Nneka Egbuna poderia até ser considerada tudo isso, caso fosse 'só' mais uma.





R&B + Reggae? Som pedrada, bom para ouvir, bom para baixar.

P.s. Como estamos falando sobre música, devo dizer que todas as vezes que me pego assistindo ao canal VH1 ou a qualquer parada de clipes, me vem a certeza de que uma amiga deve estar - naquele exato momento - passando a letra do baladão, Let me out. "You sit and you stare and you wait and you woooon-der". Aposto!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Down with love


Estranho que haja tanta gente contra a emancipação do amor (dos relacionamentos, da monogamia, de instituições como o casamento, etc.). É inútil não ser. Não há - que eu saiba - nenhum processo mágico, quer dizer, antropológico, de evitar que a humanidade - operada sempre através dos seus instintos 'selvagens' (mesmo que os da 'selva de pedra'), ao ser apresentado às liberdades e ideais do nosso tempo - como o consumo, o individualismo, o imediatismo, o narcisismo, não 'se jogue' ( de excitação e contentamento) rumo à uma civilização já muito distante daquela de décadas atrás. Depois se arrepende. Mas aí já é tarde. Tá emancipado. E se carne é de carnaval, o jeito é se dar bem nesse imenso bloco do eu sozinho. Comemore dia dos solteiros e "cerveja bem, nem tudo é rum. E sempre pinga álcool de bom!" Pense nisso!


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Não é por que eu precisaria de - pelo menos - seis horas a mais no meu dia para chegar a dizer que, agora sim, algum tempo me sobra pra postar no bruzudangas, que deixarei de fazer. Isso tem me deixado irritado (tudo bem, va lá, isso não é muito difícil, mas oras!) Ainda que não seja na periodicidade e qualidade argumentativa (poizé, já deve estar dando para reparar, dois meses de volta ao habitat jurídico, as idéias continuam as mesmas, mas a semântica...) desejada, vamos, agora, ao que não interessa.

Ainda mês passado, pude - numa dessas programações geniais para happy hour! - ir conferir na Barra Funda, o 16º Festival Internacional de Animação do Brasil, o Animamundi. Além de toda estrutura lúdica do evento, com oficinas de arte, artesanatos e atividades digitais, a apresentação de vários curtas de animação concorrentes deste ano. Dois deles, superbacanas:




Se tango é a dança da paixão e do desejo. Desejo capital, talvez?
E Angst. But, what does angst mean?




Lógo aqui você pode conferir a lista dos campeões em todas as categorias.

sábado, 9 de agosto de 2008

Conversa de botas batidas *

Veja você onde é que o barco foi desaguar. “- A gente só queria o amor”. Deus parece, à vezes, se esquecer.

“- Ah, não fala isso, por favor!”

Esse é só o começo do fim da nossa vida. Deixa chegar o sonho. Prepara uma avenida. “- A gente vai passar”.
Veja você! Como é que tudo foi desabar? A gente corre pra se esconder e se amar, se amar até o fim. Sem saber que o fim já vai chegar.
“- Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga. Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas”.

“- Não ter o seu lugar...”

“- Abra a janela agora!”

Deixa que o sol te veja. È só lembrar que o amor é tão maior, que estamos sós no céu.

“- ... abre as cortinas pra mim? ... que eu não em escondo de ninguém”.

O amor já desvendou nosso lugar. Agora está bem.



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* Los Hermanos - 2003

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mudando de vida


Depois da confusão armada e do uso de imagens não autorizadas, a herdeira Paris Hilton responde ao vídeo do candidato republicano afirmando que, se eleita, a casa branca deixará sua cor para ser rosa. Alguém dúvida (não da loucura dela, mas do eleitorado americano)?

E como nós adoramos o fucking pop, já que estamos falando de troca de papéis e torcemos muito pela continuação da carreira do senador McCain e do se-Deus-quiser-e-o-mundo-não-acabar-ex-presidente dos EUA, W. Bush, como ícones da cultura inútil, bolamos a idéia de um novo e nada original (como não pode deixar de ser qualquer reality) show.

Nesse programa acompanharemos de perto a vida das duas jovens e influentes figuras poplíticas americana (W. Bush e McCain) depois de contabilizadas as urnas nas eleições deste ano, fazendo a transição da vida na casa branca para a pacata vida de uma fazenda no texas.

O que acontece quando você tira duas jovens milionárias do topo da sociedade e as desafia a desistir do poder americano, dos seus ataques contra países árabes, dos lobbies de empresas petrolíferos e mordomias para viver uma pacata vida simples numa pequena cidade?



Será se as garotas vão conseguir sobreviver a mais esse desafio?


Créditos: Rê, Thi, obrigado pelo servicinho no photoshop! \o/

domingo, 3 de agosto de 2008

Hit me baby one more time!

A campanha pela presidência dos EUA vem esquentando a cada semana. E nas primeiras eleições da era do youtube.com, a disputa além de mais ofensiva - elevando os ânimos dos eleitores, tem sido imperdivelmente hilária, com a proliferação de filmes de procedência duvidosa que fogem de controle legal. Nesta última semana, uma campanha em que os republicanos colocavam em xeque a capacidade administrativa de Obama - a maior celebridade pop atual, causou repercussão nos meios de comunicação e na internet. Nela o candidato democrata era comparado as não menos celebrities Britney Spears e Paris Hilton.




Nem só o Papa é pop.
O pop não perdoa ninguém, gimme more!
Clichês são uma delícia, quando não vive-se deles.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

A bossa velha

Nesses dias de comemoração de cinquenta anos de banquinho e violão, ainda que a umidade do ar não facilite o exercício, respirar bossa nova vinte e quatro horas por dia não é difícil. A celebração popular das bodas de ouro do brazilian jazz é, digamos, a oportunidade que temos de assumir – publicamente - a predileção por um estilo musical que comumente deixamos para entoar baixinho em madrugadas de romantismo e vaga melancolia. Ou para encorpar mensagens de texto endereçadas para a pessoa amada (né?). Pois é.


Além de toda a história que eu pude compartilhar um pouco no post anterior, uma frase teimou em minha mente uma semana inteira depois que fui na tal exposição. Dizia-se em algum dos curtas a que assisti que “Vinícius [de Moraes] foi o único poeta que viveu como poeta”. Achei bonito. Bonito e bem razoável (Tem imagem mais canastrona de poeta boêmio que a de Vinícius com whisky na mão cantando bossa pra gringo ver? Não.) E ao passo que me vinha à mente essa máxima, era automaticamente remetido aos idos de 2002 (idos mesmo, pra soar beeeem direto do túnel do tempo). Data do último ano do colegial. ‘Terceirão’.

Foi nesse ano, pela primeira vez de muitas, que experimentei a sensação de sentir-me um velho num corpo de garoto. E não foi porque em novembro daquele ano completava dezoito anos. Não. Isso seria até patético de tão banal. Me reconhecia fora de tempo pois naquele ano em que os pré-adolecentes ouviam funk, axé e – provavelmente – muito forró, de encontro com alguns 5 ou 6 amigos(as) com afinidade em comum – e comumentente pré-vestibulandos – ouvíamos Vinícius, bebíamos whisky, não resistindo à boêmia que nos deixava aptos - mas nem tanto firmes - para tomar banho de mar embreagados no nascer do sol, sempre entoando os sonetos do poeta do amor. Também fomos poetas e vivemos como poetas.




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Samba da Benção - Vinícius de Moraes - 1962

quarta-feira, 30 de julho de 2008


Como comemorar o dia mundial do orgasmo? Boa pergunta.

Bem, como ainda são 00:25, temos algumas poucas horas para uma boa sugestão de presente.

sábado, 26 de julho de 2008

Bossa N'oca


Até o início dos anos 50 saudade não tinha fim na música popular brasileira, felicidade sim. O pierrô apaixonado que chorava pela colombina, o nome riscado do caderno, amores que partiam, outros que não iriam voltar, não! não! não! Queixavam-se às rosas, sendo que essas não falavam nem diziam nada a respeito do Brasil que tomava novos rumos naquela década. Nos 50 a nova capital do país foi construída, o Brasil botou nas telas o cinema novo e foi, pela primeira vez, campeão da Copa do mundo de futebol. Era preciso encontrar uma trilha para toda aquela bossa que começara a seduzir o mundo. Foi então, do início da parceria entre o músico Tom Jobim e o poeta Vinícius de Moraes (alternando fácil e sem muita questão os adjetivos) que toda essa saudade e melancolia foi posta de lado. Chega de saudade! o primogênito, sem traços de descendência, do novo estilo musical contemporâneo aos anos dourados pelo sol que se descobria nas areias da praia de Ipanema batizado como Bossa Nova. De lá pra cá, já são cinqüenta anos de banquinho, violão, e muitos, mas muitos murmurinhos, beijinhos e peixinhos no mar.


Ainda que natural das areias cariocas, as bodas de ouro da Bossa Nova estão sendo comemoradas (desde dois finais de semana atrás até o mês de setembro) em outras terrinhas. Em solo paulista, cláro (essa eterna função de correspondente da paulicéia!). E pra preparar essa comemoração não foi preciso de muito. Algumas carradas de areia e outras dúzias de pedras portuguesas e pronto!, estava montado o calçadão nas areias da praia de Copacabana no subsolo do espaço da Oca, no parque do Ibirapuera. Toda a história da Bossa Nova, 94 gravações raras em jukeboxes, três documentários inéditos e o mar carioca no teto do mu seo, na exposição Bossa Na Oca.

Foi preciso minimalizar a batida dos tamborins da bateria de uma escola de samba pra dar cara ao Brasil cosmopolita bom de drible e ginga que despontava há 50 anos. E assim, através de sambinhas de uma nota só, mesmo parecendo desafinado, anti-musical, nunca fomos tão bacanas.



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Samba de uma nota só - Tom Jobim - 1959

domingo, 20 de julho de 2008

notas nº 02



lei seca


autoridades civis têm se empenhado nas tarefas de fiscalização, apreensão e multa dos motoristas com as taxas de álcool no sangue elevadas. Agora, controlar o álcool nas bombas dos postos, nada!



a fila anda
essa tarde, parei para assistir ao programa da mtv onde um mano escolheria uma felizarda (?) dentre 18 garotas que o disputavam. Já fazem algumas horas, mas ainda não consegui chegar à conclusão se aquilo era realmente um programa de entreternimento ou um humorístico sobre a mente/relações/cultura 'jovem' contemporânea.


descartável
em tempos de desenvolvimento sustentável, preucações para se evitar a poluição do ambiente são fundamentais. E relacionamentos poluídos são um lixo, correto?

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Seo Zé - Carlinhos Brown - 1996


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Aonde chegar?


'Deus abre quase sempre dois caminhos que o conduzem a ele. Esses caminhos são a dor e o amor. São caminhos difícies. Aqueles que neles se engajam, sangram os pés, machucam as mãos, mas, ao mesmo tempo, deixam no acostamento da estrada os enfeites dos vícios e chegam ao fim com aquela nudez da qual não se enrubesce em frente ao Senhor.' - Alexandre Dumas Filho


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My moon, my man- Feist - 2006

quinta-feira, 10 de julho de 2008




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Para ver as meninas - Paulinho da Viola & Marisa Monte - 1996

Quadrúpede, parte 2


Na terra dos que andam de quatro, o hábito se tornou natureza. De tanto engatinharem, acabaram congestionando a cabeça. Lá, onde a bunda fez-se paixão nacional, como em todo lugar, as pessoas acabavam sempre muito distraídas correndo atrás do próprio rabo. Defendiam com intransigência a confraria de pessoas que viviam de rabo pro ar, ao mesmo tempo em que estigmatizavam e rejeitavam àqueles que queriam ser diferentes pelo fato da desigualdade por em risco sua própria identidade. Eram quadrúpedes pois não tinham envergadura. Moral.